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Criando Dashboards

Bons dashboards são essencialmente simples e informativos, logo acessíveis e muito usados. Existem alguns passos importantes para criar um dashboard, acompanhe-os a seguir:

Passo Número 1: Faça Perguntas

Apesar de simples, é o passo mais importante e infelizmente negligenciado ao criar um dashboard. A regra aqui tende a ser: quanto mais perguntas, melhor. Mas existem duas delas que não podem faltar antes de construir o dashboard:

Para quem é o Dashboard?

Saber para quem é seu dashboard, muda completamente o resultado final. Quem vai consumi-lo, está em busca de um determinado fim, por isso é importante que esta pergunta tenha poucos “quems” na resposta. O “quem” aqui pode ser uma empresa, um público, um setor ou até uma pessoa. Para cada quem, talvez seja necessário um dashboard diferente.

Para que o Dashboard?

Não adianta o dashboard existir se ele não possui um objetivo bem definido e fechado. A construção do dashboard deve ser guiada com poucos – o ideal é que seja um –  objetivos. E ele deve ser claro em sua apresentação. Um usuário ao usá-lo deve ser guiado para a resposta rapidamente.

Passo Número 2: Menos é Mais

Na hora de construir o dashboard e estarmos com os dados em mãos, percebemos muitas ideias, gerando o desejo de implementar todas. Mas ao fazer isso perde-se a ideia de informação rápida, a consulta ao dashboard se torna morosa e chata. Manter o foco em todo processo de construção e se ater ao plano inicial é fundamental.

Passo Número 3: Guie o Fluxo

A posição dos elementos e a proximidade deles uns com os outros é muito importante para a experiência de leitura do usuário. Por padrão, de leitura ocidental, tendemos a iniciar a leitura de um dashboard pela parte esquerda e superior. Logo nessa parte do dashboard é bom ter os principais (ou principal) indicadores. Além da posição, se atentar com o tamanho, aquilo que requer mais atenção ou cuidado pode-se optar por deixar maior.

Um elemento pode guiar a leitura de outro. E para isso temos que cuidar com os alinhamentos entre os elementos. Aqui podemos trabalhar com padrões e aproximações. Elementos mais próximos tendem a indicar que se relacionam. Elementos no mesmo alinhamento ou com mesmo design ou qualquer outro padrão também. Porém, tome cuidado com este recurso, é sempre bom usar, mas evitando a poluição, para que tenha apenas um caminho de leitura.

Passo Número 4: Modere as Cores

Tenha uma paleta padrão de cores. Use cores fortes apenas para indicadores extremamente necessários que precisam ser vistos. Prefira o uso de poucos tons e mais neutros. Dashboards que demandem uma visualização prolongada, melhor usar cores escuras. Porém se o dashboard for de uso em celular em céu aberto o uso de cores fortes se torna bem-vindo. E com isso vamos ao último passo.

Passo Número 5: Onde está o Dashboard?

Último passo e não menos importante, talvez tão importante quanto o primeiro. Onde este dashboard vai estar disponível. Dependendo do tamanho da tela, qualidade da tela, orientação, tipo da tela; o dashboard pode ser bem diferente. Em telas grandes pode-se pecar um pouco mais em número de elementos, em pequenas de jeito nenhum. Em modo retrato a organização é uma paisagem é outra. Uma TV não permite interação, com tela de computador sim. O Dashboard fica disponível quando usuário quer ou fica disponível de tempos em tempos por período determinado. Ele vai ser multi tela ou em uma tela só?

Dependendo da resposta pode ser necessário montar o dashboard de um jeito específico ou deixar ele responsivo para qualquer tela ou montar o mesmo dashboard, mas customizado diferente dependendo da tela que o acessa.

Bônus

Clientes e fornecedores tendem a querer deixar sua marca em um dashboard, é entendível e até desejável que se tenha. Mas o espaço é um recurso importante para um dashboard. Arranjar espaço para uma logo,  slogans ou outros textos que não remetem aos dados presentes ao Dashboard podem tirar espaço daquilo que importa. Deixe esse tipo de informação, bem pequena, de preferência na parte debaixo e/ou do lado esquerdo da tela. A informação vai estar lá para quem quiser ver e não vai desviar do foco do dashboard em questão.

Há 11 anos a OPT GIS vem desenvolvendo soluções de inteligência geográfica e transformação digital. 

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Escrito por

Pétrik Lauermann

Função: Analista de Geoprocessamento
https://www.linkedin.com/in/Pétrik Lauermann/

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