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Modelagem de Terreno 3D com Blender

Para aqueles entusiastas que buscam reproduzir cenários do mundo real tridimensionais, de forma semelhante ao do Google Earth, porém customizadas, atualmente existem alternativas livres e gratuitas para isso.

O Blender é um software livre e de código aberto para criação de design e animação 3D, sendo multiplataforma com suporte para Linux, macOS e Windows, disponível em https://www.blender.org/download/.

Atualmente possui diversas extensões que agregam suas funcionalidades. Dentre elas BlenderGIS e a Blender-OSM se destacam quanto à aplicações geoespaciais, em especial modelo digital de superfície.

BlenderGIS 

O BlenderGIS torna a modelagem e a extração de dados de superfície e terreno mais simples para o usuário iniciante. É possível importar dados tradicionais do GIS como shapefile, geotiff, entre outros.

Também é possível extrair dados do OSM diretamente da web pela interface da própria extensão e extrair shapefiles para visualização em aplicação GIS.Além disso, possui algumas ferramentas de geoprocessamento, como análise de terreno, correção de curvatura da terra, diagrama de Voronoi, entre outros. 

Está disponível no github em https://github.com/domlysz/BlenderGIS, sendo necessário a versão mínima do Blender 2.8.

Em Edit, vá até as preferências, acesse a coluna Add-ons e depois Install…. Procure pela pasta zip do BlenderGIS e a extensão deverá funcionar tranquilamente. Caso não possua nenhum dos drivers GDAL ou similares na sua máquina, será necessário a instalação dessas dependências.

Após a configuração, a interface do Blender oferecerá a opção “GIS” no topo do layout.

Nessa interface é possível navegar para uma localização qualquer no globo utilizando o Basemap na aba Web geodata, manuseando o layout com o mouse ou apertando a tecla “G” e procurando pela localização via geocoding. Para extrair os dados, é necessário selecionar uma área dentre média a pequena pois existe um limite para extração de dados dos servidores da iniciativa OpenStreetMap. Os dados de elevação derivam dos servidores do OpenTopography com modelos digitais de elevação processados de imagens SRTM, podendo ter precisão de 30m a 90m.

Os modelos digitais de superfície derivam da API do OpenStreetMap, podendo não levantar todas informações dependendo da área selecionada.

Blender-OSM

Por outro lado temos o Blender-OSM, no qual possui versão gratuita e premium. Essa extensão é mais adequada para aqueles que buscam maior rigor gráfico e performance.

A extensão fica disponível no link https://prochitecture.gumroad.com/l/blender-osm. Não é necessário pagar nada pela versão base, o preço é livre. A instalação é semelhante ao BlenderGIS.

A versão premium oferece além das funcionalidades básicas, acesso à texturas pré-renderizadas para os modelos tridimensionais, entre outros benefícios como acesso à servidores mais robustos. O código fonte da versão paga é liberado sob a licença GPL após pagamento. Mais detalhes sobre clique aqui.

Os modelos digitais de superfície derivam da API Overpass, possuindo mais dados e performance que a API geral do OpenStreet. Abaixo destaco situações em que algumas construções são contempladas na extensão e ausentes na BlenderGIS

BlenderOSM em cenário com modelo do estádio Gigante da Beira Rio

BlenderGIS em cenário sem modelo de estádio Gigante da Beira Rio

Além disso, as alternativas de renderização de superfície possuem melhor resolução espacial, possuindo imagens de satélite e tiles rodoviários dos serviços do ArcGIS, Mapbox e OpenStreetMaps que servem como basemap.

Para acessar a ferramenta, clique a tecla N e abrirá uma barra lateral na direita da interface. Escolha a aba OSM. Nela você encontra o seletor de recorte cartográfico.

Em select, abrirá uma página do seu navegador padrão no qual abrirá um layout do mapa-mundi, onde você deve selecionar o recorte que deseja extrair os dados.

Após encontrar a localização desejada, clique em “Show selection retangle”. Isso abrirá a opção de copiar as coordenadas do recorte.

Voltando para a interface do Blender, é possível colar na opção paste do OSM. A partir daí é possível extrair os dados da área selecionada, configurando conforme acreditar ser o ideal.

Em conclusão, ambas as extensões agregam as funcionalidades do Blender e se complementam em alguns casos, uma vez que o BlenderGIS possui mais ferramentas para análise espacial, voltado para ser um pouco de GIS na animação gráfica, por outrora o BlenderOSM serve para desenvolvimento avançado e de qualidade para criação de cenários do mundo real.

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Escrito por

Vicente P. C. Trindade

Função: Estagiário de Desenvolvimento GIS
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